Gizelly Bicalho usou as redes sociais neste sábado (24) para denunciar uma suposta alteração em seu local de votação às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A ex-participante do "BBB 20" afirmou que, após transferir seu título eleitoral para São Paulo e votar no estado no primeiro turno, encontrou uma informação diferente no aplicativo da Justiça Eleitoral, que indicaria seu retorno ao Espírito Santo.
O caso provocou repercussão nas redes sociais e levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a encaminhar o relato para averiguação pelos órgãos eleitorais dos dois estados.
Em um vídeo publicado no Instagram, Gizelly demonstrou indignação com a situação e relacionou a suposta mudança ao posicionamento político que adotou depois de votar na primeira etapa da eleição. A advogada criminalista, que já declarou apoio à democracia, afirmou que sempre confiou no sistema eleitoral brasileiro, mas disse estar preocupada com a possibilidade de outros eleitores enfrentarem problemas semelhantes.
“A ditadura já começou, se isso aqui for real. Não importa se você vota no Flávio ou no Lula, estão tirando o nosso direito de votar”, declarou a ex-BBB.
No vídeo, Gizelly explicou que é natural do Espírito Santo e que solicitou a transferência de seu local de votação para São Paulo em maio de 2026. Segundo ela, a alteração foi realizada em 6 de maio, e a ex-BBB conseguiu votar na capital paulista no primeiro turno.
A advogada afirmou que, depois de exercer o direito ao voto, manifestou-se publicamente “pela democracia”. Ao consultar novamente as informações eleitorais, porém, percebeu o que interpretou como uma mudança para o Espírito Santo.
Durante a gravação, Gizelly mostrou a tela do aplicativo da Justiça Eleitoral, cobrindo o CPF. Ela exibiu seu nome completo, Gizelly Bicalho Muniz Freire, os nomes dos pais e informações relacionadas à seção eleitoral. Segundo o relato, a consulta foi realizada por volta das 14h50 deste sábado (24).
“Isso porque eu sou uma pessoa instruída, pós-graduada. Imagina o que não tá acontecendo com pessoas que não têm instrução e esse grau de visibilidade”, afirmou.
A ex-BBB também pediu que os seguidores compartilhassem o vídeo, alegando que a situação poderia estar acontecendo com outros brasileiros. “Eu sempre confiei nas urnas e sempre confiei no nosso processo eleitoral”, declarou.
Após a repercussão da denúncia, uma resposta atribuída à 408ª Zona Eleitoral, localizada no Jardim São Luís, em São Paulo, foi publicada na seção de comentários do Instagram da ex-BBB.
Na mensagem, o órgão informou ter verificado a situação cadastral de Gizelly e afirmou que a transferência eleitoral de Muniz Freire, no Espírito Santo, para São Paulo, realizada em 6 de maio de 2026, estava devidamente registrada no sistema da Justiça Eleitoral.
“Confirmamos, ainda, que você permanece habilitada a votar no segundo turno das Eleições 2026, no município de São Paulo (SP)”, dizia o comunicado.
A resposta orientou a advogada a consultar a opção “Onde votar”, disponível no aplicativo e-Título, ou recorrer ao serviço de Autoatendimento Eleitoral no portal do TSE para confirmar o endereço de sua seção.
Gizelly, entretanto, questionou a informação apresentada. “Então por que alterou no aplicativo? Acha que isso não pode desmobilizar muita gente?”, escreveu, ao responder à manifestação da zona eleitoral. Em seguida, voltou a cobrar esclarecimentos: “Assim esperamos, TSE, porque, se não, vamos fazer barulho”.
A repercussão também chegou ao X, antigo Twitter. No perfil oficial @TSEjusbr, o Tribunal Superior Eleitoral informou que havia entrado em contato com Gizelly e encaminhado o relato aos cartórios eleitorais para análise.
“Olá, já enviamos uma mensagem para a Gizelly. Enviamos o relato dela para os cartórios eleitorais, e TREs do ES e de SP vão averiguar a sua situação”, respondeu o perfil oficial.
A denúncia de Gizelly ocorre na véspera do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República em uma campanha marcada pela polarização política e por discussões sobre o papel das redes sociais, a circulação de informações e a atuação da Justiça Eleitoral.